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Feb152013
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Passando fome no interior, Beranco reclama: “Para o Allejo fazer aqueles gols, alguém precisava passar a bola pra ele”
Drama. Assim pode se resumir a vida atual do ex-craque Beranco. Importante na conquista da Copa do Mundo de 1996 pela seleção brasileira, o jogador hoje se encontra passando fome em uma cidade do interior paulista. A nossa equipe de reportagem foi à casa do jogador e falou com ele.
“Eu e minha família nos alimentamos apenas uma vez por dia, mas às vezes o açougueiro não tem para nos ajudar e ficamos sem comer”.
Apesar de ser considerado pelos especialistas da época como um dos melhores jogadores do mundo, Beranco foi ofuscado por Allejo, centroavante daquele seleção. Ele se considera injustiçado:
“O Allejo realmente foi um grande jogador. Mas as pessoas deveriam reconhecer que ele não carregava o time sozinho. Para fazer aqueles gols, alguém precisava passar a bola pra ele”.
Questionado sobre de quem é a culpa por sua situação atual, Beranco não teve dúvidas: “É a população brasileira, que não soube entender que um time é formado por 11 jogadores e que ninguém ganha uma Copa do Mundo sozinho”.
Beranco guarda as lembranças daquele ano de 1996. “Tenho até hoje a fita daquele jogo de videogame que tinha os nossos nomes. Já naquele jogo eu fui injustiçado, colocaram 3 barrinhas a menos para mim em ‘stamina’ em comparação ao Allejo”.
Beranco também deu seus pitacos na seleção brasileira atual: “Nem se compara com a de 1996. Dizem que a seleção brasileira tem 200 milhões de técnicos, o que é uma mentira. Hoje o Felipão está lá e é ele quem manda. Naquele time, de fato não tínhamos técnico, e o povo brasileiro é quem fazia a escalação e o esquema tático”.
Questionado se hoje o Brasil tem craques como os de 1996, não foi tão direto: “Tem grandes jogadores surgindo, mas só o tempo dirá se eles terão sucesso”.
A reportagem entrou em contato com Allejo na intenção de perguntar se ele sabe da situação de Beranco, mas a assessoria de imprensa do craque não se pronunciou.
Jan092013 -
Te amo mais a cada queda, Palmeiras
O discurso era de “já caiu” há muitas rodadas.
Era mentira. No fundo do coração restava aquela esperança matemática.
Agora não tem mais jeito. E aprendi a amar esse clube ainda mais.
Que me perdoem os críticos, mas vou deixar que todos eles falem mal da diretoria, de técnico, de jogador, de não sei quem. Todo mundo vai para a caça às bruxas, incentivados por uma imprensa voraz que vai tentar explicar o rebaixamento.
Se você está esperando que eu entre nesse coro, pode sair deste blog. Não que os críticos não tenham razão, mas precisamos mostrar o outro lado.
Vou dizer aqui que o time, mais forte que uns 8 times do campeonato, lutou até o fim. Se comportou como um time grande que é fugindo do rebaixamento. Sem se conformar.
Vou dizer que o motivo do rebaixamento passa sim pela diretoria amadora, mas que a maior responsabilidade é o azar.
Não, não acredito em sorte e azar. Mas aconteceu uma coisa que só acontece com o Palmeiras.
Nós começamos mal o campeonato por causa da Copa do Brasil. Ganhamos a Copa do Brasil e era hora de uma recuperação tranquila. Ganhar 3 jogos seguidos já dava conta da tarefa de sair da zona do rebaixamento.
Começou a agir o acaso, a coincidência. Nossos jogos após o título da Copa do Brasil eram difíceis. Mesmo assim jogávamos bem mas os resultados não vinham.
Isso aconteceu até as últimas rodadas, quando começou a bater o desespero. Foi aí que apareceu o espírito de luta de time grande que luta para sair do rebaixamento.
Lutamos. Lutamos. Muito. Eram 9 pontos e já tinha gente falando que o rebaixamento estava garantido. Mas o time batalhou e diminuiu a diferença. E fez a sobrevida durar cada vez mais.
Mas a pressão, o desespero não deixava que se vencessem mais jogos que o necessário. Ouso dizer que eu poucas das muitas derrotas o time realmente jogou mal. É que quando a segunda divisão começa a virar realidade para um time grande, a bola não entra, não se pensa em organização tática, é todo jogo uma guerra. É por isso que o Bahia escapou, porque é time pequeno, que joga sem grandes responsabilidades, que cair ou não faz pouca diferença.
Caímos como time grande, e é por isso que eu amo ainda mais esse time. Porque não nos conformamos com a queda, porque isso não é algo natural.
Eu continuo acreditando no Palmeiras. É nessas horas que vemos quem realmente é torcedor, e pensando por esse lado a queda tem suas vantagens.
Já que não lutamos por título da série A há anos devido principalmente a uma diretoria incompetente, passar um ano na série B não é o fim do mundo.
Temos uma Libertadores para jogar. E mesmo na segunda divisão eu vou acreditar em cada jogo que podemos seguir adiante e, porque não, ganhar o título. Isso é futebol, nem sempre aquele que tem o melhor elenco vence. E em competição de mata-mata o que vale não é só um time bonitinho cheio de estrelas.
Quanto à série B, não tem como ter dúvidas de que vamos subir com um pé nas costas. Espero que essa temporada no calvário sirva como uma segunda chance de os malditos que comandam o Palmeiras repensarem sobre suas funções…
… Bom, na verdade isso não vai acontecer. Os que estão lá hoje só pensam em seus próprios interesses. Os palmeirenses sabem disso. Mas que a queda sirva para se acelerar o processo de expulsão desses desgraçados. Que as eleições diretas sejam logo uma realidade e que novas cabeças pensem num futuro melhor.
A incompetência da diretoria nos faria ficar em algo como 12º lugar. Mas o azar nos fez ficar em 18º. Nossa queda foi injusta. Hoje eu passei a acreditar que nem mesmo um campeonato de pontos corridos é totalmente justo.
Nos últimos 10 anos, foi caindo para a segunda divisão que vi o momento de maior grandeza do Palmeiras.
2014 é nosso centenário. E já é hora de pensar nele.
Vou continuar indo ao estádio, contra os CRB, Boa Esporte, América de Natal, ASA e Joinville da vida. Vou acompanhar o Palmeiras não importa em que divisão. Vai ser difícil, eu sei, mas não torço para este time de brincadeira.
Forza, Palestra.
Forza, Palestrinos. Estamos vivos e ainda somos um time grande.Nov182012 -
Não Precisávamos do Fox Sports
Quando o Fox Sports anunciou sua chegada ao Brasil, os fãs de esportes ficaram empolgados. Teríamos mais uma alternativa na já boa cobertura de esportes das tv’s a cabo.
Mas o tempo vem mostrando que não foi bem assim. Quando esperávamos a transmissão de competições ainda não exploradas pelos outros canais, a tarefa deles foi “roubar” os direitos da Libertadores, Sul-Americana, Italiano, Inglês e Argentino.
Até aí estaria tudo bem. Todo mundo comemorou quando a Libertadores saiu do Sportv. Nos livraríamos do ufanismo exacerbado que somos obrigados a aguentar no canal global. Mas o que ocorre é que as transmissões no Fox Sports são ainda piores.
Eles não só mantiveram este falso nacionalismo (A Fox é uma empresa americana) como exageram ainda mais e fazem isso sem o mínimo de elaboração. O cúmulo foi uma chamada do jogo do Chelsea no campeonato inglês que dizia “Veja o time que vai jogar contra o Corinthians no mundial”. Vão continuar falando isso até o fim do ano?
Falando em campeonato inglês, é de se lamentar que eles tenham tirado da ESPN os campeonatos italiano e principalmente o inglês, no qual a ESPN é especialista.
Narradores são garotos-propaganda antes mesmo de ser narradores, não passa um minuto em que não falam algo como “Só aqui no Fox Sports”. Daqui a pouco vamos chegar a um extremo de ver um comentarista falar algo sobre o Zezinho e o empolgado narrador emendará: “Zezinho que é neto de italianos, e campeonato italiano é só aqui no Fox Sports. Não perca!”
As transmissões seguem o padrão latino-americano do Fox Sports, com patrocinadores aparecendo a todo momento sem menção dos narradores.
O compromisso jornalístico é ridículo. Seus jornais se limitam a noticiar os fatos apenas dos campeonatos transmitidos por eles e, claro, com propaganda massiva das próprias transmissões.
Se era apenas para arrancar os direitos de transmissão dos outros e ganhar dinheiro, não precisava ter vindo para cá, Fox Sports. Queremos jornalismo e transmissões de qualidade.
Aug222012 -
22 homens correndo atrás de uma bola
“A melhor invenção do homem é o futebol” (Mauro Cezar Pereira)
O futebol é uma arte a ser apreciada como todas as outras. Arte que se constrói em sua espontaneidade, nos resultados inacreditáveis, nas derrotas do melhor time, nos 3 ou 4 minutos que mudam toda a história, na bola que não foi 3 centímetros para o lado e bateu na trave…
Esse final-de-semana me faz ter mais orgulho de amar o esporte dos 22 homens correndo atrás de uma bola, por três motivos, um deles mais particular meu.
- O principal dos motivos: Manchester City 3 x 2 Queens Park Rangers. O City precisava ganhar. Fez um gol aos 46 e outros aos 49 do segundo tempo e se tornou campeão inglês. Já o QPR precisava de um bom resultado ou torcer contra outros times se não quisesse ser rebaixado. Quando fez o 2 a 1, se fechou de uma maneira que eu nunca vi na minha vida (não é exagero). Não existia mais meio-campo ou atacante, eram 10 zagueiros mais o goleiro. Quando pegavam a bola, não tinham medo de dar chutão pra frente mesmo sabendo que não ia ter ninguém, era só para se livrar da bola e ganhar tempo mesmo. “Armamos um ferrolho mesmo, e daí?”. Mas chega uma hora em que já não existe mais tática e a raça é o que move a partida. E este elemento fez o City virar o jogo. Êxtase no estádio, invasão de campo após o fim do jogo, o grito de campeão emocionado de um torcedor que passou décadas à sombra do rival de Manchester, o United. Inesquecível.
- Juventus 3 x 1 Atalanta. Com este resultado, a Juventus termina o campeonato italiano de forma invicta. Dá para se ter ideia do que é não perder nenhum de 38 jogos? Pois é.
O que dá mais valor a esta vitória é a rápida restruturação da Juve. Depois de cair para a segunda divisão em 2006 devido a um escândalo judicial, a Vecchia Signora volta ao topo do futebol italiano e europeu. E ainda pode ganhar a Copa da Itália na semana que vem. Histórico.
Outro fato deste jogo foi a despedida de Alessandro Del Piero. Ele passou toda sua carreira na Juventus, passou pela equipe história do bicampeonato cassado pela justiça, ficou na equipe no calvário da Série B e, claro, foi parte importante da reconstrução que culminou no título italiano invicto. - Por fim, ontem o São Bernardo conquistou o primeiro título de sua história, a série A2 do campeonato paulista. Depois de subir para a primeira divisão em 2010 e cair de novo em 2011, agora vai ser para ficar. Eu acompanho o Bernô desde a série A3 (a chamada terceira divisão) e sempre acreditei que chegaria a hora de figurar entre os grandes.
Já que falei sobre superação nos tópicos do Manchester City e da Juventus, o São Bernardo também teve seus momentos difíceis e reverteu: começou perdendo os 5 jogos inicias da primeira fase, depois foi subindo, subindo e terminou em 2º lugar; Na 2ª fase, novo momento difícil: dos 6 jogos, perdeu os 2 primeiros, mas se superou de novo: venceu os outros 4 e garantiu o acesso com uma rodada de antecedência. Na final, dois empates contra o Barbarense e a coroação de tanto empenho.
Tem certeza de que isso tudo é SÓ 22 homens correndo atrás de uma bola?
UPDATE:
Sensacional este vídeo com a emoção de Crudeli na despedida dos craques Inzaghi, Gattuso, Zambrotta e Nesta do Milan. Crudeli é um torcedor do Milan que participa de um programa de TV que rola sempre simultaneamente às rodadas do campeonato italiano. Os comentaristas vão acompanhando os jogos e falando sobre o que acontece. É como uma transmissão dos jogos mas sem os direitos de transmissão.
A emoção de Crudeli no gol do Inzaghi é sensacional.Só hoje, perdemos 5 monstros do futebol italiano.
May132012 -
O Secador
Todo torcedor é dividido em duas partes. A que torce para o seu time e a que torce contra o outro. Não importa se você torce para um time que não tenha arquirrival. Você vai torcer contra alguém.
E assim como existe o torcedor fiel, existe também o secador fiel. É aquele que não seca o outro apenas nas finais dos campeonatos, mas acompanha o rival desde o início, torcendo contra em cada jogo. E são estes os secadores que merecem respeito.
Mas acima de tudo, devemos lembrar que a “secação” começa quando a torcida pelo seu time termina, então não se deve colocar o insucesso do rival à frente do sucesso do seu time. Uso como exemplo aquele famoso jogo em que a torcida pedia para o Palmeiras entregar o jogo do Fluminense para prejudicar o Corinthians. Neste caso, a conduta da torcida foi, a meu ver, incorreta. Mesmo que o jogo não valesse nada, o torcedor palmeirense deveria torcer a favor do seu time.
Se o rival ganha um jogo e seu time também, você fica feliz pelo seu time. Se ele perde e o seu também, você fica triste pelo seu time.
Agora, se o seu time ganha e o rival perde, aí…
May102012 -
Tremei, La Vecchia Signora está de volta!
Comecei a pegar gosto pela Juventus com aquele timaço de 2003, bicampeão italiano, com Buffon, Del Piero, Nedved, Camoranesi, Trezeguet, Zambrotta, Thuram, Nedved, Davids, Cannavaro, Emerson, Vieira, entre outros.
Acompanhei o calvário que foi disputar a série B após o escândalo de apostas e a vi subir com facilidade.
Mas o baque da queda foi gigante. Desde a volta para a primeira divisão, na temporada 2007-2008, o clube ainda estava se reestruturando depois daquele “tsunami”, foram seguidos insucessos em todos os campeonatos disputados.
Quando os maus resultados nos jogos de pré-temporada previam mais uma temporada difícil para o torcedor, veio a volta por cima de uma maneira fulminante.
Começou ganhando a maioria dos jogos iniciais do campeonato italiano e alcançou a liderança disparada. Depois vieram muitos empates que permitiram que os outros clubes se aproximassem, mas o time manteve a regularidade e seguiu o caminho da liderança até o fim.
E chegou o dia 07 de maio de 2012, o dia de soltar o grito na garganta, grito que saiu ainda embargado por causa do choro da queda para a série B em 2006.
Foi incrível a velocidade da reestruturação. Se no ano passado a Juve não se classificou para nenhuma competição europeia, hoje é campeã italiana, e de maneira até o momento invicta, faltando uma rodada para o final.
Depois de 6 anos, o futebol europeu se recoloca nos eixos. A equipe com mais títulos na Itália está de volta ao lugar que a merece, o lugar mais alto de todos.
P.S.: Quero mandar um simples “chupa” para a imprensa brasileira, que desdenha “do Juventus” (Para me adaptar ao ridículo padrão Globo de falar os nomes dos times italianos) pelo fato de não ter brasileiros na equipe e não ter o mesmo “carisma” de Inter e Milan. Engulam a campeã!
May072012 -
Já parou né?
Não aguento mais perder. Não precisamos sofrer tanto assim.
O aplicativo avisa ao estudante que não pode ver o jogo: Guarani 3 x 1 Palmeiras. As atualizações anteriores mostravam que o Palmeiras pressionava pelo empate. Você não acredita. Não quer acreditar. Espera outro alerta do aplicativo avisando que o gol foi anulado. Depois você espera que aconteça o maior milagre dos últimos tempos e que venham dois gols em 1 minuto para ir pros pênaltis, e realmente acredita que isso possa acontecer. O alerta do segundo gol vem junto com o do fim do jogo. E mesmo assim, você ainda espera que tenha sido um bug do aplicativo, mas não é, claro. É hora de se conformar, de engolir mais um fracasso dentre tantos. Mas é difícil como engolir o seco.
Todo dia de eliminação é o mesmo sabor, inverso à esperança de todo começo de ano. O sentimento de que não tem mais volta, de que nunca mais vai ser campeão. É a quase desistência. Mas se antes eu desistia de verdade, hoje eu sei que qualquer vitória magra no meio da semana reacende as esperanças.
A nossa esperança é assim. Ao invés de ganhar um Paulista para reacender a esperança de um dia ganhar outra Libertadores, nós ganhamos um jogo e temos esperança de um dia voltar a ganhar um campeonato.
A ficha cai. Um time que é eliminado pelo Guarani nas quartas-de-final não tem chance nenhuma de ganhar algo no mesmo ano. Mas ao invés de esperar 2013, lá estamos nós torcendo de novo na quarta-feira.
Já não sei mais se é problema de diretoria. Eu não acredito em sorte e azar e qualquer método sobrenatural que traga uma vitória, mas isso tudo só pode ser uma grande zica. É um vacilo em casa para o Goiás quando a vaga na final estava quase garantida, um mísero pênalti perdido pelo João Vitor num clássico que nos tirou de outra final, uma simples má atuação no último jogo da primeira fase que nos tira a vantagem de jogar em casa e ter mais facilidade com o Guarani. São detalhes assim que me fazem achar que a hora não vai chegar nunca. Demoliram o Palestra Itália e não tiraram o sapo enterrado…
E a cada eliminação eu amo mais esse time.
Até 2013. E até quarta-feira.
Apr232012 -
Simplismo Divismo
Um clube se organiza com seus sócios e passa a ter um grupo de conselheiros que tem forte ligação com o clube.
Estes conselheiros elegem um presidente honesto e que trabalha para o bem do clube.
O presidente contrata um diretor de marketing que, junto com uma equipe empenhada, aumenta as vendas de camisas e produtos licenciados com a marca do clube, incentiva a venda de títulos de sócio e desenvolve ações que trazem os torcedores ao estádio, conseguindo assim uma boa grana para os cofres do clube.
O presidente tem também um ótimo departamento financeiro, que organiza toda essa grana e identifica qualquer número estranho que possa indicar corrupção.
O departamento jurídico defende o clube com unhas e dentes em qualquer ação movida contra ele, além de defender os direitos nos órgãos nas federações das quais participa.
O clube aumenta sua estrutura social, faz piscinas decentes e ginásios profissionais e o número de sócios cresce.
O presidente contrata um ótimo diretor de futebol. O diretor chama uma pessoa de confiança para gerenciar as categorias de base e o clube revela jogadores brilhantes a nível industrial.
O diretor de futebol chama um gerente de futebol que vira seu braço direito e eles fazem uma dupla que faz milagre com o orçamento do clube, contratando craques consagrados, com a maior transparência possível.
O elenco de jogadores então é completo, mesclando jovens talentos da base com craques já conhecidos por sua técnica.
Começa o campeonato e os jogadores, além da já esperada qualidade técnica, demonstram também uma raça de dar inveja a qualquer um. Eles tratam cada jogo como uma decisão, sempre com os gritos de beirada de campo do técnico que foi contratado por ser considerado o melhor do país.
Jogadores e técnico se unem em prol do time e o relacionamento é sempre saudável e leve. Eles não se envolvem em polêmicas extra-campo, como balada e bebida.
Como era de se esperar, o time chega à final do campeonato com sobras. Vence as duas partidas da decisão e é campeão, coroando um trabalho árduo iniciado com a diretoria há anos.
E AÍ VEM O JOGADOR NA ENTREVISTA APÓS O JOGO E DIZ QUE A RESPONSABILIDADE PELO TÍTULO É EXCLUSIVAMENTE DE DEUS!
Nov012011 -
DUQUE DE CAXIAS - No, We Can’t - PARTE 5
LUTO
Estou perplexo. Ontem aconteceu o que ninguém esperava no Ceará: o Duque de Caxias está matematicamente rebaixado para a série C do campeonato brasileiro.
Após estar vencendo o jogo de virada por 2 a 1, o tricolor sucumbiu à pressão do fantasma do rebaixamento e não conseguiu segurar o placar, tomando a virada para 4 a 2, assim sacramentando a queda. Com 15 pontos, o Duque só pode chegar a 36, não podendo alcançar os 39 necessárias para chegar no 16º lugar, primeiro time fora da zona.
Ainda estou muito surpreso com o rebaixamento, já que todos os especialistas, inclusive eu, previam que o Duque de Caxias conseguiria todas as vitórias necessárias para a permanência, ou seja, 7 dos 8 jogos que faltavam para ser disputados.
Fazendo um balanço desta temporada, acredito que este rebaixamento se deve à torcida, que fez mais pressão do que realmente apoiou o tricolor. Mesmo que na maioria dos jogos o estádio lotasse (em alguns jogos do Duque em casa o público chegava a mil pessoas), a multidão não era refletida em benefícios dentro de campo.
Atribuo também este rebaixamento ao local onde o Duque de Caxias jogava as partidas. O clube não possuía estádio próprio e mandava seus jogos no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Com isso, o time, recheado de estrelas, não conseguia demonstrar seus brilhantismo em campo.
Termino aqui esta saga cheia de emoções, meus amigos. Triste, é claro, já que não esperávamos este rebaixamento repentino do tricolor, mas feliz por ter acompanhado por 5 rodadas este clube que é sinônimo de futebol-arte e tradição no Rio de Janeiro.
Nestes dias, fui o mais próximo que o Duque de Caxias poderia ter de um “torcedor”, mas agora terei que abandonar vocês, simpatizantes do tricolor.
Grande abraço a todos! Quem sabe nos vemos novamente no início de 2012, quando inicia o projeto “Duque de Caxias Campeão Carioca - Yes We Can”!
P.S.: A esperança ainda é remota, mas existe a possibilidade de 4 clubes serem punidos com perda de pontos por irregularidades na escalação de jogadores, por exemplo. Desta maneira, o Duque os ultrapassaria e ficaria na segundona. Fica a reza. Eu pessoalmente vou verificar junto à CBF os registros dos clubes candidatos ao rebaixamento.
Oct192011
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